Espatódea – Spathodea campanulata
A Espatódea, pertence à família Bignoniaceae, nativa da África, perene, de crescimento rápido e vigoroso, de até 24 metros, no entanto em seu habitat natural, pode chegar a 30 metros de altura.
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Descrição
Folhas grandes, compostas e de coloração verde intensa.
Inflorescências em forma de cálice, grandes, variam entre as cores vermelha-alaranjada e amarelo, com numerosos botões que se abrem sucessivamente, garantindo uma longa floração. Surgem de novembro a abril.
OBS – Na época de floração, suas flores usam um mecanismo de defesa para impedir que insetos “roubem” antecipadamente o néctar e o pólen destinados a polinizadores naturais, como pássaros e morcegos africanos.
Os frutos da árvore são semelhantes às vagens.
Usada em calcadas, praças e jardins.
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Cuidados com a Espatódea
Clima: Tropical, Subtropical.
Cultivada a pleno sol e não se adapta muito bem ao frio.
Cultivada em solo fértil e rico em matéria orgânica, mas se adapta a vários tipos de solo, desde que bem drenado.
As regas devem ser regulares, mantendo o solo levemente úmido, mas não encharcado.
Fertilizar a Espatódea anualmente, preferencialmente na primavera, com um fertilizante balanceado. Isso promoverá um crescimento saudável e a produção de flores.
Podas moderadas no final do inverno e início da primavera, para controlar o tamanho da árvore e moldar sua forma.
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Planta tóxica para polinizadores
As flores produzem um néctar com mucilagem, uma substância viscosa vegetal que aumenta de volume em contato com a água, adquirindo uma consistência gomosa. É uma substância açucarada de consistência gelatinosa que aprisiona muitos insetos no interior da flor. Além disso, ela apresenta um tipo de alcaloide que é inseticida e que afeta o sistema nervoso das abelhas. Até beija-flores podem se intoxicar com a mucilagem.
Os alcaloides mais conhecidos são a morfina, a brucina, a atropina, a cocaína, a nicotina, a quinina, a cafeína, a estricnina (venenoso) e a cicutina (venenoso). Em muitos casos, a abelha contaminada sobrevive à armadilha pegajosa e consegue voar novamente, levando a substância para a colmeia, contaminando e alterando o processo de confecção das ceras nos favos, o que leva à morte da colônia.
Nos locais onde essa espécie é nativa existem os seus polinizadores naturais, que vivem em simbiose com ela há 125 milhões de anos, e que não sofrerão nenhuma consequência como aqui na América do Sul, onde ela é exótica.
É recomendado não plantar a Espatódea e se possível remover a Árvore para plantar uma espécie nativa adaptada ao clima local no lugar da exótica.
Proprietários que desejam remover a Espatódea em áreas urbanas, devem “solicitar autorização de corte à Prefeitura”.
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Leis para impedir o Plantio
Em várias partes do país, há leis municipais para impedir o cultivo da Espatódea, como cidades do Paraná como em Curitiba e Araucária lei nº 3741/2021 e Limeira SP.
Há também leis estaduais, como as leis 17.694, de Santa Catarina, e 11.957, de Mato Grosso, que já proíbem a produção de mudas e o plantio das árvores da espécie e ainda estipulam penas, como pagamento de multas, para quem descumprir as regras.
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Propagação
Multiplica-se por sementes que se dispersão pelo vento. Essa característica favorece sua propagação espontânea.
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